William Byrd nasceu em 1543, não se sabe onde exatamente. Aluno de Tallis, ocupou, sucessivamente, os lugares de organista da catedral de Lincoln (1563-1572) e da capela real (1572), cargo que partilhou com Tallis. A partir de 1577, instalou-se no campo, primeiro em Harlington, Middlesex e, depois em Stondon Massey, Essex.

Em 1575, Tallis e Byrd associam-se e obtêm da rainha Isabel um privilégio por 21 anos - o que equivale a um monopólio - para a edição e venda de música impressa. A maior parte de obra de Byrd foi publicada por ele próprio e pelo seu sucessor Th. Este, a quem cedeu o privilégio, pouco após a morte de Tallis. Byrd morreu em Essex (Inglaterra) em 4 de julho de 1623.

Byrd foi um dos maiores compositores do século XVI. Gênio universal, sobressaiu em todos os gêneros conhecidos do seu tempo e foi, em alguns casos, um inovador. Historicamente, pode ser considerado o pai da música para instrumentos de tecla. Foi também um dos primeiros a escrever para uma só voz com acompanhamento obrigado: para completar a polifonia, utilizava então um conjunto de 4 violas, em vez de alaúde, o instrumento de acompanhamento por excelência para Dowland e seus seguidores.

No entanto, é a música sacra de Byrd, digna dos maiores mestres do Renascimento, que constitui a mais alta manifestação de seu gênio.

Escreveu 3 missas - 3, 4, 5 vozes - e 4 serviços anglicanos - 5 e 8 vozes - 210 motetos latinos, a maioria dos quais foi publicada em coleções com os seguintes títulos: Cantiones quae ab argumento sacrae vocantur (1575), com Tallis, Cantiones sacrae (1589-1591) - 2 volumes, Gradualia (1605-1607) - 2 volumes, 70 hinos e salmos para o culto anglicano e 80 madrigais, publicados em grande parte, sem distinção de caráter, em coleções que reúnem peças sacras e profanas:

Psalms, sonnets and songs of Sadnes and Pietie (1588), Songs of Sundrie Natures (1589), Psalms, songs and sonnets (1611) - diversas árias inglesas, sacras e profanas - polifonia vocal e monodia acompanhada -, cerca de 130 peças para virginal em numerosas coletâneas coletivas: 70 no Fitzwilliam viriginal book (século XVII), 40 no My Ladye nevells book (fim do século XVI), 34 no William Forsterís virginal book (1624), música para violas.