Compositor francês de origem alemã, Jacques Offenbach nasceu em Colônia a 20 de junho de 1819. Filho de um cantor de sinagoga, foi para Paris ainda jovem, mas não se destacou nos estudos musicais que fez como compositor. Mesmo assim, estudou violoncelo no conservatório durante um ano (1833).

Entrou em seguida para a orquestra da Ópera Cômica. Foi chefe de orquestra do Teatro Francês e, depois, fundou o Bufê Parisiense (1855). Compôs uma série de operetas de enorme êxito popular, sendo famoso nos anos de 1860 à 1880.

Viveu os últimos anos de vida em penosa solidão, compondo a sua obra mais ambiciosa, que apenas seria estreada após sua morte. Offenbach morreu em Paris a 5 de outubro de 1880.

Suas obras, cheias de imaginação musical, verve rítmica e humor burlesco, refletem o ambiente da sociedade do II Império na França. A música de Offenbach, foi cultivada sempre no sentido de tornar-se cada vez mais pessoal.

Offenbach compôs de início cançonetas, sobre paródias de textos clássicos. Mas, já em 1847, sua Canção de infortúnio, para o poema Le Chandelier, de alfred de Musset, é música mais séria. Em pleno apogeu do II Império, da vida parisiense alegre e irreverente, o compositor tornou-se popular por uma série de operetas, particularmente após tornar-se do teatro Bouffes-Parisiens. Destacam-se dessa época suas operetas Orfeu no inferno (1858), paródia espirituosa de Gluck, a ponte dos suspiros (1861), O brasileiro (1863) e a bela Helena (1864).

Nas composições citadas, predomina o espírito burlesco e irreverente do cancã, que culmina em sua opereta a vida parisiense (1866). Várias obras importantes de Offenbach, apresentadas em seguida, são hoje injustamente esquecidas: a grã-duquesa de Gerolstein (1867), La Périchole (1868), a princesa de Trebizonda (1868) etc. São obras cômicas, mas também fantásticas, que irradiam uma atmosfera mágica de absurdo divino.

A mais conhecida das obras de Offenbach é a ópera Os contos de Hoffmann (1881). Nela, o autor abandona a frivolidade ou ligeireza, característica da maioria de suas operetas, e procura captar a atmosfera romântica dos contos de E.T.a. Hoffmann. Intitulada ‘ópera fantástica’, sua orquestração e recitativos adicionais são de Ernest Guiraud, que nela inclui a peça mais popular do compositor: a barcarola, retirada da opereta as ninfas do Reno (1864). Embora alguns críticos a censurem como excessivamente operística, Os contos de Hoffmann possui uma qualidade evocativa, uma atmosfera quase onírica. A obra continua no repertório. Offenbach compôs ainda pantomimas e o balé a borboleta (1860).

Offenbach - Minha coleção

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